quinta-feira, 10 de junho de 2010

Paisagem de interior

Há dois anos atrás, quando eu disse que estava mudando do Rio de Janeiro pra Paraíba, uma amiga do trabalho entrou no Google e de repente soltou um supreso “caraca!” Em seguida completou dizendo: na Paraíba tem prédio?! Heim??? Como assim??? (rs) Claro que tem... prédio, trânsito, semáforos, Coca-cola, Mac Donald’s, teatros, cinemas, gente... enfim... Cidades como Campina Grande (PB), Crato (CE), Juazeiro do Norte (CE), Petrolina (PE), Feira de Santana (Ba) já não possuem mais aqueles ares bucólicos de interior.

Achar que o Nordeste é (exclusivamente) um enorme cenário de filme ou novela regional é bem comum para alguns brasileiros que moram nas bandas de baixo do nosso mapa. Uma mentalidade bem distorcida da realidade, porém existem sim (ainda bem) aquelas cidades pequenas, de ruas largas, casarios históricos, gente andando no meio da rua, motociclistas sem capacete, praça em frente a igreja matriz, criança indo a pé pra escola, vovô na cadeira de balanço na calçada...

E apesar de preferir o caos urbano, tive o privilégio de conhecer algumas cidades que ainda preservam sua arquitetura, suas tradições e história.








domingo, 16 de maio de 2010

Propriedade intelectual

Na era das relações digitais até os ditados populares ganham nova roupagem. Nada se cria, tudo se copia e cola. É um tal de fazer download de arquivos, editar, imprimir personalidade, postar e até comercializar. Tudo muito prático e rápido. Mas será que tudo o que cai na rede é público?

Nessa série de matérias, para o Programa Diversidade, sobre propriedade intelectual procuramos responder algumas questões.









Programa Diversidade no twitter: @PROGDIVERSIDADE

sábado, 24 de abril de 2010

Firmino: caba bom!

É tradição: quem sai de Campina Grande (PB) com destino a João Pessoa tem que parar no Cajá (distrito de Caldas Brandão) pra comer tapioca. Hoje cedo fiz essa parada obrigatória com meus colegas da equipe da TV Itararé/TV Cultura. Entre as muitas lanchonetes que estão às margens da BR 230 , hoje, uma em especial passou a fazer parte da minha lista de preferências: A Tapioca do Firmino.

Além de um cardápio variado de tapiocas recheadas e de outras guloseimas típicas dessa região do meu Brasil o local tem uma atração incrível: o próprio Seu Firmino. Numa parada de poucos minutos lá fiquei encantada com essa figura. Sentado numa mesa ao lado da nossa foi logo puxando papo e como todo bom nordestino que se preze contou sua vida todinha pra gente.

Seu Firmino estudou pouco, aprendeu a ler e escrever o básico, mas segundo ele “o suficiente pra viver”. Sua preocupação é entender como sua memória está cada dia melhor com o passar dos anos. Pense! A danada é boa mesmo! Seu Firmino sabe de cor todos trechos e quilometragens da estrada que liga a capital a Campina Grande. Decora as placas e marcas dos veículos que passam na frente do seu comércio, reconhece todos os rostos que já viu passar por ali e mais, lê freqüentemente a Bíblia e descreve com naturalidade a quantidade de palavras, letras e espaços no Livro de Isaias. (Vôti!!)

Com pouco tempo pra curtir a divertida companhia desse cara incrível seguimos viagem sob um sonoro “até logo” desse ilustre personagem da vida real.



Foto Thaise Carvalho

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Programa Diversidade

Muito bom poder fazer o que eu amo. TV!!!! Cultura!!!!


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Como tem Zé na Paraíba

Apesar de tantos nomes próprios "americanizados" circulando por esse Brasil a fora, tem muito Zé espalhado por aí. E foi ao som de Jackson do Pandeiro que saí com meus parceiros de trabalho pra confirmar se tem muito Zé na Paraíba. Produzir essa matéria foi beeeem divertido!


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nanda lá... do alto da cidade maravilhosa

Mano bronw no ar!
Acabei indo também!


Mais incrível do que passear pelo Rio, foi voar sobre a cidade maravilhosa. O plano era só levar meu irmão Flávio pra voar de parapente, mas ao descer, ele me intimou a experimentar essa emoção. E bom, depois de muita insistência eu cedi... resolvi encarar a aventura.

Pra chegar até o local do salto a gente sobe os morros de São Conrado de carro com o instrutor, depois encara uma escadaria de pedra, usa o banheiro pra liberar a tensão (kkkk) e desce até a rampa de parapente. E lá fui eu... auxiliada pelo Willian, assistente do instrutor Jean de Lima. Enquanto os dois preparavam tudo eu tentava controlar meu coração, pernas, estômago, respiração... caso contrário seria falência de múltiplos orgão antes mesmo de sair do chão. Medo da mulestaaaaa!!!

Aí, quando você pensa que está tudo bem... o cara grita: "tudo ponto. Vamo saltar!" O nervosismo volta. Mas, é tarde... o cara já está correndo com você em direção ao ... ao ... horizonte. As pernas falham... caio... mas, o Jean segura a onda e nos leva pro alto... e quando abro o olho já estamos lá... voando e ouvindo os aplausos da platéia... e ainda dá pra ouvir o Willian vibrar dizendo: "Valeu gatona. Sabia que você ia conseguir".

(rsrs) Ele sabia... eu não!!!

Que emoção maravilhosa... uma mistura de liberdade, leveza, encatamento, curiosidade em saber como tudo aquilo é possível. Fantástico! No pouso desisti de espancar o mano e agradeci por ter me convencido a viver tudo aquilo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...


De férias pela Cidade Maravilhosa, não poderia deixar de registrar minha passagem pelo Bar Garota de Ipanema, que fica entre as Ruas Prudente de Morais e Vinícius de Morais.

Tom Jobim e Vinícius de Moraes eram frequentadores assíduos do então chamado Bar Veloso e foi durante uma dessas passagens por lá que Vinícius escreveu a música “Menina que passa”. Letra essa que nem ele, nem Tom gostaram muito, mas deu origem ao clássico da Bossa Nova “Garota de Ipanema”. Helô Pinheiro foi a musa inspiradora da letra, mas só veio a saber disso anos depois.

A letra de “Garota de Ipanema” foi ampliada e colocada em destaque em uma das paredes do Bar, que hoje leva o nome da canção que é a cara do Rio de Janeiro.