quarta-feira, 21 de maio de 2008

O dia em que o Ponto Cem Reis chorou


Difícil falar do meu amigo Fred sem dar boas risadas. Todos os momentos vividos ao lado dele foram engraçados, divertidos, felizes. Ahh!! “danado ruim”, que levava a gente prum mundo paralelo onde a alegria era contagiante. Levei muito tapa na boca de mainha porque repetia as “coisa feia” que ele ensinava... musiquinhas, rimas e piadas.

Hoje Fred deixou esse mundo ... levou com ele minhas palavras ... deixou no peito uma saudade enorme e o pesar de não ter dado tempo de abraçá-lo mais uma vez... a última vez.

Ô meu louco-amigo-querido apesar de tudo de bom que representou na minha vida hoje você me fez chorar... “mas, basta... arxiii... perdoe” eu tenho esse direito.

Você vai fazer falta!
“ih, nêgo!!!!!”

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Flores na janela


Numa grande cidade como o Rio de Janeiro quem não mora de frente pro mar, tem vista para a vida alheia. É interessante como cada quadradinho desses revela um pouco das pessoas que vivem por lá. Ontem mesmo teve futebol na TV. Botafogo x Fluminense. E apesar de não ter acompanhado a partida, sei que o Botafogo andou agradando a torcida. Uma cena meio cômica me chamou a atenção. Vizinhos-torcedores com as cabeças nas janelas gritando: “Fogoooo! Fogoooo!”.

- Que mulesta é isso? Ahh!!! Percebi logo que não era nenhuma tragédia e sim, a comemoração solitária de alguns torcedores. Interessante e ao mesmo tempo triste. Como diria um colega lá da Paraíba: comemoração solitária é o “Ó”. Afinal, felicidade é pra ser dividida.

Por outro lado, acho que o ato de gritar na janela é uma tentativa de partilhar a alegria do gol. Esquisito, porém válido... afinal, rolou um encontrão de torcedores ... cada um na sua janela, curtindo a seu modo e pronto.

E isso me fez pensar que posso estar sendo observada também.
– O que é? Perdeu alguma coisa aqui???
(risos) Não, eu não gritei na janela... pelo contrário. Coloquei ao alcance da vista dos observadores a essência da alegria dessa casa: flores. Desde que estou morando aqui aprendi que as flores são um presente de Deus para nós e que tê-las pela casa faz bem aos olhos e ao espírito. Por isso, caros telespec... ops... vizinhos as flores na janela são para ser observadas e admiradas.

Numa grande cidade como o Rio de Janeiro que não mora de frente pro mar, tem vista pra vida alheia. Do meu quadradinho ofereço flores para quem me observa e sou obrigada a ouvir o berro dos botafoguenses.

– Fala sério, que mane fogo que nada. Time é o Papão da Curuzú. Uhuuu!! Papããão ê ô! (risos) Não, não promovi uma briga de torcidas... mas, que deu vontade, deu!!!

Papããão ê ô!
Papããão ê ô!
Papããão ê ô!

sábado, 12 de abril de 2008

Dor


Difícil passar por essa vida sem sentir dor. Física ou emocional ela sempre machuca muito. Dizem que dor faz a gente amadurecer, crescer... Num sei disso, não! Aliás, não gosto disso... costumo dizer que prefiro aprender minhas lições na vida pelo amor. E pra isso tento sempre fazer minha parte. Mas nem sempre é possível levá-la como se quer.

Topada, beliscão, tapa, soco... mentira, traição, solidão... tudo isso acontece e dói, e infelizmente não tem como escolher não sentir. A vida obriga a gente a passar por essas dores e a lidar com elas. Nos últimos dias as minhas estão machucando, me dando sinal de que algo não está bem e que preciso me cuidar melhor.

“Que assim seja”, como diria meu grande amigo Vico. Sinto que tenho que pisar mais leve e rever os caminhos por onde tenho andando.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

SobreVoar


E eu lá tenho vergonha de ser matuta! Oxi, mais menino, só se for eu mesma. Tirei foto da janela do avião, sim. Essa cena sempre me encantou. É ótimo poder ver de um outro ângulo as nuvens que me encantavam nas viagens de carro quando era criança.


Eu via bicinhos, anjinhos e até o rosto de Jesus desenhados nelas. Adorava admirar as nuvens e ficava tentando imaginar o que tinha à cima delas e se era possível tocá-las. Que bom que meus pais nunca disseram que não. De repente me deixo levar pela criança de ontem e começo a procurar os personagens da minha imaginação entre elas.

A vida é mesmo engraçada e surpreendente. Ao me deparar com as coisas que me faziam sonhar eu encontro a pessoa que sou hoje sorrindo e pensando: "Nossa, olha só onde eu cheguei. Voei tão alto que fiquei da altura dos meus sonhos". Bateu uma sensação boa de realização.

Uma ótima maneira de encerrar o ano e começar 2008 olhando pra frente enxergando os sonhos que já começo a sonhar e desejando vê-los alcançados.


Melhor do que isso só os abraços que estavam me esperando no fim dessa viagem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Raízes

Que saudades do meu povo! O fim do ano chega e a expectativa de revê-los é enorme. Fonte de renovação de energias, alegria e principalmente valores.

Lá em casa tem humor, amor, chororô, abraço, piada sem graça - que mata qualquer um de rir -, tem puxão de orelha, tem a comida gostosa de Maria, a porta aberta pra receber a visita dos amigos novos e os de muitos anos, aqueles que já são de casa ... os famosos “aderentes”.

Na hora da refeição tem TV ligada, gente falando alto e ao mesmo tempo. Um que ri de uma piada, o outro que conta uma novidade, o telefone que toca, a outra que tenta organizar a mesa e um que fica ensinando coisa feia pro papagaio. E esse se desembesta a repetir o que aprende. E lá vem tio Tavinho tomar o lugar dele na mesa no meio daquela confusão. Quando vô “Manel” era vivo ele dizia: Ô família linda que eu tenho, meu Deus! E a gente ria e dizia em coro: isso é uma mundiça, vô!!!

O cunverseiro continua, tio Tavinho faz cara de desespero e quando a gente pensa que ele vai brigar, o danado cai na risada e diz: isso é uma mundiça!!!!

Unida, apaixonada, forte ... sim, somos família! Faladeira, barulhenta, engraçada ... e apôis, somos mundiça!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sobre viver

Homem lavando roupa numa fonte de praça
Foto: Claúdia Sardinha

Eu tenho dificuldade de entender a expressão “morador de rua”, pois se a pessoa não tem onde morar não pode ser considerado um morador. E por outro lado, acho que rua não é lugar pra se morar.

Cá estou eu de novo, andando pela cidade maravilhosa e refletindo sobre suas contradições. Depois de flagrar essa cena eu entendi porque as fontes das praças vivem secas. Quando a água aparece quem não tem onde morar aproveita a oportunidade pra tomar banho, lavar roupa e o que mais necessitar. Nossa peguei pesado... Como assim “o que mais necessitar”, minha filha? Esse povo necessita de tanta coisa!

A solução para o problema dessas pessoas e das suas futuras gerações vão além da minha vã filosofia. Sei que tem algo a ver com políticas públicas, educação e saúde... e talvez, também, possa estar naquelas ações de responsabilidade social que as empresas estão praticando através do terceiro setor.

O irônico disso tudo é a gente avaliar a vida dos outros de longe e dizer que sabe como solucionar os problemas deles. Quando o assunto é “gente” acho que solução “receita de bolo” não costuma ser tão fácil de preparar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Grande desde pequena

Foto de Alex Redbull - Goiás 2005


Equipe Teleducação - FRM - Rio de Janeiro 2007

Mexendo no meu arquivo de fotos eu encontrei essa imagem. Ela foi registrada durante uma viagem à Cidade de Goiás, também conhecida como “Goiás Velho” (GO).

A fachada da Rádio Cidade de Goiás me fez parar pra ler e reler seu letreiro. Achei incrível! O sonho de todo comunicador: “Acima dos interesses políticos e econômicos, abaixo da vontade de Deus”. Tudo o que a gente acha que vai ser quando sair da faculdade de comunicação, mas nem sempre consegue (dependendo da área de atuação).

Gostei do exemplo dessa rádio. Despertou discussão sobre o assunto entre o grupo de jornalistas e estudantes que estavam lá comigo. Eu fiquei pensando no que estava fazendo da minha carreira e a partir dali idealizei a “comunicação” que eu realmente queria exercer. Tempos depois realizei meu sonho de estudante e estou ajudando a disseminar educação e cidadania através do meu trabalho.

Interessante como um olhar mais atento ao caminho pode mudar nosso destino!